Cette vidéo lauréat des l'Oscar du court métrage d'animation, et nous fait réflechir sur leschoses de la vie: l'espoir, la patience et la création divine. Sublime, extretamentesimple et très profonde.
Je recommande à tout le monde.
Este vídeo, uma animação vencedora do Oscar de filme curto de animação, de Jean Giono, nos faz refletir a respeito das coisas simples da vida: da esperança. da paciência e da criação divina.
Existe apenas um tempo para agir. Apenas um tempo para decidir, se manifestar, realizar seus próprios planos. Este tempo é o agora, o hoje. Porque enquanto mantivermos tudo no futuro, nada irá se concretizar, e não sairemos do mesmo lugar. Seremos eternos sonhadores, eternos revoltos, eternos planejadores.
É preciso deixar tudo que deve sair do campo das ideias vir para a dimensão da realidade, sejam planos, realizações, ou simplesmente desejos. Uma palavra não dita hoje poderá custar muito caro amanhã, e uma ideia não-concretizada hoje pode não encontrar mais lugar para se realizar depois.
A hora de agir? A hora que Deus permitir, abrir os caminhos. Sem temor, com a coragem e confiança de que Ele está a guiar o que ocorre, livrando dos obstáculos intransponíveis, e permitindo que a jornada comece. Mas o trabalho é nosso, porque jamais ele fará algo em nosso lugar. Não adianta sentar e esperar com toda a certeza do mundo de que vai dar certo. Não podemos esquecer é claro de que Deus em tudo coopera para o nosso bem, mas que Ele nos usa como instrumentos de mudança nas nossas próprias vidas.
Assim, não fique parado. Idealize, planeje, deseje. Mas quando chegar a hora, não desista porque não vai haver outro para agir em seu lugar. Porque tijolo por tijolo, coluna por coluna e parede por parede, construiremos uma edificação para habitarmos. E Deus estará no comando de tudo, para que não saiamos construindo "à torta e à direita" e tudo acabe por cair sobre nossas cabeças.
Porque caminhei Mais uma vez recomecei E porque eu parti Para sempre o passado eu deixei
Ainda ouço um eco a entoar Os ruídos de um naufrágio em alto-mar Medo senti de me perder Nas águas profundas desaparecer Qual foi minha surpresa ao constatar Que sobre os escombros estava eu a caminhar
Não vejo terra perto de mim Vejo águas, apenas águas sem fim Com a ação do impossível irei peregrinar Até que terra seca eu possa encontrar Não entendo como, apenas me deixo levar Ainda que por vezes, sim eu venha a afundar
Errante peregrino é o que serei Testemunha do impossível, eu me tornarei Passo a passo em frente avançar Não estou sem rumo, você pode acreditar Pois tenho a suave luz da lua a ser o meu guia A bela luz da manhã, que me traz um novo dia
Algumas vezes, paramos e não estamos mais ali. A mente se abre e uma janela para fora está aberta. Viajamos por memórias, desejos e sentimentos. Pessoas que queremos, situações que passamos. Tudo num filme rápido e nem por isso menos detalhado. Tudo intenso, tudo concreto o suficiente para causar um aperto no coração.
Decisões que tomamos, saudades daqueles que amamos, tudo isso no embalo do ritmo de uma música que ouvimos. É incrível como a mente e o coração se fundem, numa sintonia perfeita de sentimentos, sensações e pensamentos. Esquecemos de espaço e tempo, e estamos em uma dimensão só nossa, onde o que existe é apenas o nosso próprio "eu", a se vasculhar, procurando sentido, conforto, abrigo...
É como dar um mergulho num oceano. Descobrir rochedos há muito encobertos pelas águas da vida, que mudam constantemente de lugar, revelando ou escondendo montanhas dentro de nós. E é preciso muita coragem para se dispôr a ir de encontro a esses pináculos, que assustam por sua grandiosidade.
E, enquanto apenas nos deixamos levar pela leveza de nossos pensamentos, o tempo passa. Mas não importa, porque ele é a última de nossas preocupações. Viver fora do tempo é saber transcender, e quase sempre precisamos disso para respirar fundo, se encantar com uma bela música, e perceber o quanto uma pessoa amada faz falta. Então, que apenas se ouça um bom som, se esteja no lugar certo de encontro a um horizonte grandioso, ou qualquer outro convite a uma viagem prolongada por si mesmo.
Porque o que importa mesmo é este momento, e nada jamais irá substituí-lo.
Ontem eu acordei Caminhei, caminhei Em trilhas novas e desconhecidas Eu destemido me aventurei
Caiu a noite, vi a lua Como uma borda de prata Pode me trazer a luz mais pura? Cingi-me e fui para a batalha Meu coração tem velhos papéis que o vento espalha
Feliz por isso que vivi Porque simplesmente você estava aqui Doce sabor do resplandecer De um puro amor que acaba de nascer
Amanheceu, hoje aqui estou Do que houve, apenas no ontem ficou Porque me fiz de novo, me reinventei Todas as sombras dos erros No passado eu deixei
Um passo de cada vez Porque uma nova hora agora se fez Uma esperança no olhar Um barquinho que se lança ao mar Porque terras novas, tenho forças para buscar
Claramente a me refazer Apenas por agora eu irei me esquecer Porque apenas amanhã irei duvidar De todas as coisas que eu posso conquistar.
Parar e não ouvir nada. Olhar para o escuro, e sentir a ausência. Não ver sequer a palma da própria mão na frente dos olhos. Tocar o nada, sentir o leve desespero do desconhecido, até se acostumar com a ideia de que não existe mesmo ninguém ali.
Às vezes precisamos nos deparar com a escuridão, com o vazio. Perceber o quanto a falta é assustadora nos ensina a não perder, a não deixar ir embora o que nos faz bem, quem amamos e quem nos ama. Nos ensina a não querer estar sozinhos, a amar uma companhia, o acolher de um abraço, a suavidade de um bom dia e o envolvimento de um simples beijo.
Que por um breve momento, possamos sentir o que é não ter chão para pisar, e lembrar o quão duro é não ter certeza, não ter o conforto de uma ideia a lhe preencher a mente, um furor a preencher a alma, e uma rocha dentro do coração. Para que assim entendamos verdadeiramente como é a vida de quem precisa de um ombro amigo, de uma palavra de apoio, de um abraço sincero, de um gesto de amizade.
Que o silêncio ecoe tão fortemente que possamos ouvir o pulsar de nosso próprio coração. Um encontro consigo mesmo, com os próprios pensamentos, anseios e desejos para perceber de verdade quem se é. Um retiro do tumulto cotidiano para se perguntar coisas simples, e se surpreender com as próprias respostas. Apenas você e você, frente a frente num lugar indefinível, onde apenas a verdade é possível de se apresentar. Sem máscaras, mentiras ou segredos.
Que possamos todos encontrar quem somos, e qual o motivo de estarmos onde estamos. Pois sem essas duas certezas, viramos apenas joguetes de nossas próprias rotinas, a se repetirem num ciclo interminável de estabilidade onde não existe um alguém, ou um propósito, apenas regras de sociedade a moldar uma face que agrade o suficiente para não ser considerada incompatível com o sistema.
Todos nós somos e merecemos muito mais do que isso.
Palavras soltas a correr por aí Gente que se perde sem ter ideia de onde poderiam ir Rostos que se escondem na fumaça E que vejo não serem mais que olhos marejados Tão logo ela se passa
Há quem precise de um vento Que sopre para longe A fumaça que torna seu pulsar lento Que renove a vida dentro de si Que a liberte para que possa seguir
Há quem precise de um simples abraço Todas as palavras do mundo num simples gesto Sem erros, medos ou o menor embaraço A ser esse alguém é tudo aquilo Que com simplicidade no momento me presto
Correr pelo mundo Ver que os próprios sonhos não são tudo Crescer em verdade Deixar ir aquilo que já não tem mais possibilidade Para sempre deixar morrer a cada dia Aquilo que nos mata e sem piedade angustia
Fogo na floresta Queimando árvores velhas Para que novas nasçam E não encontrem apenas trevas
Ninguém precisa ser o sol para brilhar Basta ser apenas uma pequena estrela no céu Quando a alma de conforto precisar A mostrar que há algo grandioso a existir Algo feito por alguém que sempre irá amar Um caminho a percorrer E uma nova história por começar